
Blue Lovers.
Criação: Marc Chagall.
Poemas, poemas, poemas... Vozes, Sussurros... Da mente, do obscuro... Que tendem a brotar. E por que nao TRANSFORMAR? Que subam as cortinas!
Mariana por vezes é Maria,
por vezes é Ana.
Mas afinal, quem é você Mariana?
Com a família não dá mais,
com os amigos também não, não há....
A quem recorrer? Correr. Correr.
Entendo Mariana... Mas quem é você?
Você (?!)
Ana. Impetuosa, em momentos rude.
Ela sabe o que quer, o como fazer,
Sabe que é com humanos bestializados
que por vezes tem que conviver.
É a vida Ana... Ana... Ana... Manda
como ninguém; com ela tudo flui
seja pelo seu punho ou por um “Já!” nada cordial.
Os meninos temem Ana, as meninas mais ainda
menos aquela que dizem ser tão estranha
tão, tão estranha quanto você.
Veja os olhares dela pra ti... Tão profundos,
parecendo querer algo que pra alguns seria muito obscuro,
mas que,sinceramente, não é. Apenas “é”.
Até parece aquele meu vizinho
que era um tanto direto... Nada correto... Mas foi tão bom.
12 e 26, boas idades não?
Ana, por que não se entregar?
Por que não?
Você viu? Ele caiu.
(Bonequinho de algodão)
Mariana por vezes é Maria,
por vezes é Ana.
Mas afinal, quem é você Mariana?
Com a Família não dá mais,
com os amigos também não, não há....
A quem recorrer? Correr. Correr.
Entendo Mariana... Mas quem é você?
Você (?!)
- Quando faz frio quero ser África,
quando pra fazer não há nada
quero ser uma ilusão.
Tento ser tanta coisa por eles... Eles.
Mas e depois o que farão?
Seria melhor sumir, deixando tudo pra trás
sem dar importância a ninguém mais.
Podendo correr de cachecol no Pantanal
com ela e fazer sexo O...
Bem, você sabe afinal.
Quando chove quero ser a escuridão
Mariana por vezes é Maria,
por vezes é Ana.
Mas afinal, quem é você Mariana?
Com a Família não dá mais,
com os amigos também não, não há....
A quem recorrer? Correr. Correr.
Entendo Mariana... Mas quem é você?
Você (?!)
Na verdade Mariana quer ser João.
Penso então sobre isto, vivo isto
e tantas, várias outras coisas
que dão maior vontade de Ser.
E estamos a sonhar.
Em um belo instante a sonhar.
Sonhando com Você, com o Hoje.
E estamos a sonhar.
Em um belo instante a sonhar.
Sonhando com Você, com o Hoje.
Você é um sonho... Estou a sonhar.
E estamos a sonhar.
Em um belo instante a sonhar.
Sonhando com Você, com o Hoje.
Você é um sonho... Estou a sonhar.
Eu estou a sonhar...
Deitado agora e vendo as nuvens lá fora
recordo do que sentia quando tinha que ir embora,
que não entendia “como podia estar assim”
um completo bobo, louco, feliz. Enfim:
acreditava que era o meu amor.
Sei que meu foi apenas por um tempo
ainda era de outro, pensava em outro
(É. Pensa.)
e isso doeu muito, dói ter certa sensação.
Podemos ser amigos então?
(Não sei o que fazer com essas cortinas)
Lembranças, lembranças...
De quando estávamos juntos
mesmo estando “perto”, não estava em mim.
Lembranças, lembranças...
De tantos pensamentos mudos
que nem ao menos cogitou que eu pudesse ter.
(Como seria bom se parassem)
E todas as pequenas coisas que fizemos
como os carinhos que por vezes eram recíprocos,
as brigas e discussões, sérias, bobas
os meus e os seus péssimos equívocos,
todas essas pequenas coisas não perder-se-ão;
algumas magoam-me ainda, dói ter certa sensação.
Mas vai passar... Liberte-me.
Isto é o fim?
(Parecem ter tanta vida ao balançar)
Sei...
Nada é pra sempre...
Pessimismo meu, drama meu.
Mas se fosse, escolheria o pra sempre com você.
Só com você.
Sei...
Temos que escolhas fazer.
E a minha você sabe,
sabe que meu amor é seu.
Longe? Por quê?
Tenho tanto pra te dar,
como meus versos nesse amanhecer
em que escrevo com tanta esperança
de logo voltar a viver.
Viver realmente...
Está sempre em minha mente,
aonde quer que você vá.
Por que me sinto assim?
(Longe... Perto...
Não sei?
Que vontade de te beijar,
que desejo de te tocar,
que vazio grande há em meu peito,
que pensamentos confusos estão a habitar
eu. Você?
Isso tem que acabar.
Isso tem que acabar.
Isso tem que acabar?
O quê?
E se você me beijasse agora,
se você me tocasse como antes,
se preenchesse esse vazio provocado,
- Por quem? Por quê? -
se esses pensamentos morressem
Eu não sei o que fazer.
Eu não sei o que fazer.
Eu não sei o que fazer?
O quê?
Afinal, o que se tem?
Tantas perguntas, tantas dúvidas há.
Há? Diga-me você, porque eu pouco sei,
pouco sei do que escrevo, mas queria saber,
saber das certezas, alguma há de ter.
Não é? Não é?
Às vezes penso saber tudo,
e não querer ver, compreender.
Será?
Será que falta o que, pra ter esse vazio?
- Retorno outra vez –
Pareço sempre retornar
precisando de você.
O que é o precisar?
É estar? É ter? É amar?
Acho que amar... Como amo você, como amo você...
Como... Como?
Creio precisar de alguém,
preciso conversar.
Quero viver e amar.
Querer? Não sei.
... E nos momentos de prazer
éramos um só:
eu todo pra você, você pra mim.
Enquanto nos outros, os poucos que havia
é como se nada, nada existisse.
Mas as coisas, depois de um tempo,
não continuaram assim.
E quem chorou, quem sofreu
foi alguém que queria apenas o seu amor.
E quem tentou resistir, aceitar
foi alguém que desejava um pouco de atenção.
E então, um perfurante “Não”
que irrompeu pelos meus sentidos...
“Você não é um velho, é tão jovem,
outro seus sentimentos encontrarão.”
Mas mesmo assim, não consigo muito entender
como acabar com tudo que se sente,
como acabar com tudo que se acredita?
“Vamos tentar só mais uma vez,
eu ainda amo você.”
Ás vezes penso: eu te amei? Você me amou?
Desesperado, caído no chão daquele quarto
em que fomos tão felizes (eu fui) fiquei
querendo você, querendo você, querendo prazer.
Talvez esse foi o erro: apenas prazer.
Mas de quem é a culpa
disso e dessa realidade confusa?
Não sei. Cansei.
Por quê? Por que tinha que ser dessa forma?
Um romance de tanta intensidade,
mas que acabou, acabou.
E quem perdeu, quem mais uma vez morreu
fui eu. Eu.
Imagem:
Amantes ao luar
Criação: Marc Chagall
A Dança
No início, as coisas eram boas.
No primeiro encontro transamos,
você com suas mãos excitando-me
e dizendo que eu era o seu grande amor.
Tirou por completo meu pudor.
Por várias vezes, tantas vezes, ferindo-me,
enquanto perto dançávamos
a única música que nos fazia estar juntos... Horas tolas.
Mas depois do êxtase, do ápice da música
estava eu jogado na cama
sentindo-me imundo, estúpido,
porque mesmo sofrendo conseguia amar.
Você nem ao menos tinha vontade de me beijar
antes de sair pela porta para o seu mundo,
atrás de pessoas para mais uma aventura insana
enquanto ficaria com essa vida lúdica.
Por que você tinha que aparecer?
Ainda estava vivo sem você.
Depois... Depois... Enlouquecer.
Resolvi ficar longe.
Para o ex-namorado voltar.
Mas as coisas eram diferentes,
sobre os lençóis o movimento não era o mesmo,
o instrumento dele era tão pequeno,
as sensações dentro de mim pouco quentes
em que mal podia realmente dançar.
Não havia ligação. Não havia a nossa ponte.
Então corri atrás.
Deixei o orgulho de lado,
implorei pra você novamente me amar
mesmo que com você eu padecia,
mas sem você o pior um momento viria
Meu desejo era de com você casar
mesmo que sofresse e também fosse amado.
De você não desistiria jamais.
Por que você tinha que aparecer?
Ainda tinha amigos sem você.
Depois... Depois... Esquecer.
Bela foi a união.
Vermelho e negro
como o meu coração.
Paixão e rancor intensamente
que habitavam meu corpo e minha mente
despertando em mim tanta emoção.
Mas também fazendo nascer um medo
que era pior que a da primeira penetração.
O nosso casamento de sangue não deu certo.
Quem sangrou fui eu
e você apenas olhou.
Você a excitação. Eu a dor.
E o que eu pensava ser amor
era vício que me afundou
em um terrível, maldito breu,
fazendo um desejo de morte ficar de mim muito perto.
Por que você tinha que aparecer?
Ainda tinha sonhos sem você.
Depois... Depois... Perder.
Então o previsto aconteceu.
Destino? Fatalidade? Não sei.
Sei apenas que prazer maior sentiu
minha alma ao fatiar seu corpo,
deixando-me um pouco tonto,
lembrando tudo o que você mentiu.
E eu um desejo novo criei
em que o dançar sobre seu sangue permaneceu.
Por que você tinha que aparecer?
Ainda havia humanidade sem você.
Depois... Depois... Prazer.
Imagem:
Endless Love
Criação: Alfred Gockel
Adultos frustrados... (verdade?)
Adultos frustrados... (futuro?)
Adultos frustrados... (nossa realidade?)
Você entende o que quero dizer?
Aquecimento pelo globo azul,
chuva ácida na pele cinzenta,
doenças e pragas a estudar...
É tão lindo!
Favelas? Política corrupta?
(Melhor não relatar agora, podem escutar.)
Vivemos em um grande circo de idiotas,
faturando ignorância e muita dor...
É tão lindo!
- Vocês não são únicos! Sintam-se bem!
O FUTURO... O FUTURO É PROMISSOR.
- Mother, quebrei a unha, fui despedida...
Quero voltar pra casa, estou na rua desesperada.
E tudo, TUDO está tão "bem”.
Encontramo-nos em tamanha desgraça.
(Pessimismo? Realismo?
Opte pelo que desejar.)
Alguém quer gritar? Alguém pode gritar?
- Querida, quer alguns dólares
comprar seu namorado e ser feliz?
CUIDADO!
A entrada para o inferno
está cheia de boas intenções.
... Morremos cobertos de sangue. (abrem-se os portões)
(- Fila indiana por favor.
O enxofre é restaurador.)