quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Foi...




A vírgul(há)!



Tantas coisas por aqui,
ainda mais por ali.
Acredite.
E queremos apenas o amor.
E apenas desejamos sorrir.
Ser feliz.

E o azul continua azul, azul-azul.
Você pode ver a cor em mim.
Pode ver também que sempre há um fim?
Não há amor.
Não há amor aqui em mim.
Não há amor.
Não há amor aqui em mim com você.

A verdade é que gostamos:
mentiras minhas, algumas suas.
E cada vez vamos mais a baixo:
descendo por essas ruas
de sofrimento, de loucura.
Não, há amor.
Não, há amor aqui em mim.
Não, há amor.
Não, há amor aqui em mim com você.


Veja você, veja a mim.
Veja tudo aquilo que quis
e não conseguiu.
Seu pequeno brinquedo de penetrar,
oh!, era tão frio.
Era a verdade de uma perfeita harmonia
de uma melodia de ilusão.
Sua melodia.

Oh! O amor...
Amor?
Sem haver e você quis.
Oh! O amor...
Não há amor.
Não, há amor.
Não há amor aqui em mim.
Não há amor.
Não, há amor aqui em mim.
Não, há amor.
Como vírgula: aqui, lá.
Em mim?

Garotos brincam de sentir.




Imagem:
Blue Lovers.
Criação: Marc Chagall.

domingo, 12 de julho de 2009

Alguém... Em...




Mariana



A diferença faz a normalidade
dessa confusa realidade
que tende a nos perseguir,
caçar-nos, por vezes coagir
só porque somos o que queremos ser,
ao menos alguns,
já outros o que os fazem ser. Ou seria ter?
Com você não seria diferente Mariana,
chega de chorar nessa dura cama,
afinal, dura mesma é sua condição.


Mariana. Menina meiga, de face intrigante
não queira imaginar como é sua mente
cheia de caixas lacradas,
infestada de regras pré-fabricadas
que todos podem ter, mas Mariana
possuí até demais... O que Mariana faz?


Mariana. Age como qualquer um.
Fala, corre, pula até...
Pouco sim, mas ela pode ser o que quiser.
Mariana, Mariana, não se sinta triste,
as coisas nem sempre são como queremos,
as pessoas nem sempre sabem o que falam.
Não queriam te ofender
talvez ajudar-te, sem saber
que ajuda maior são eles que necessitam
aqueles medievais de mente
e de atos que nunca vão mudar.
Quantos ainda sentem-se oprimidos? Quantos? Quantos?
Você viu? Ele caiu.
(Bonequinho de algodão)


Mariana por vezes é Maria,
por vezes é Ana.
Mas afinal, quem é você Mariana?
Com a família não dá mais,
com os amigos também não, não há....
A quem recorrer? Correr. Correr.
Entendo Mariana... Mas quem é você?
Você (?!)


Maria. Gentil, tão suave.
Cheia de feminilidade, cheia de graça.
Todos riem... Riem... De sua timidez,
O que fazer? Ela é assim,
parece uma boneca de porcelana
daquelas que nunca se tira da caixa.
Maria, alguns meninos gostam de você.
Beijar-te eles querem, tocar-te além do cetim.
Por que não?
Maria gosta de chá verde, meias laranja e uma boa piada.
Mas ninguém sabe.
- Como ela pode gostar de piadas? Ela não gosta de si.
Maria sai sempre cedo pra não ser vista... Ela é tão confusa.
Volta tarde pra não se sentir aflita.
Apenas sorria.


Mariana por vezes é Maria,
por vezes é Ana.
Mas afinal, quem é você Mariana?
Com a família não dá mais,
com os amigos também não, não há....
A quem recorrer? Correr. Correr.
Entendo Mariana... Mas quem é você?
Você (?!)


Ana. Impetuosa, em momentos rude.
Ela sabe o que quer, o como fazer,
Sabe que é com humanos bestializados
que por vezes tem que conviver.
É a vida Ana... Ana... Ana... Manda
como ninguém; com ela tudo flui
seja pelo seu punho ou por um “Já!” nada cordial.
Os meninos temem Ana, as meninas mais ainda
menos aquela que dizem ser tão estranha
tão, tão estranha quanto você.
Veja os olhares dela pra ti... Tão profundos,
parecendo querer algo que pra alguns seria muito obscuro,
mas que,sinceramente, não é. Apenas “é”.
Até parece aquele meu vizinho
que era um tanto direto... Nada correto... Mas foi tão bom.
12 e 26, boas idades não?
Ana, por que não se entregar?
Por que não?
Você viu? Ele caiu.
(Bonequinho de algodão)


Mariana por vezes é Maria,
por vezes é Ana.
Mas afinal, quem é você Mariana?
Com a Família não dá mais,
com os amigos também não, não há....
A quem recorrer? Correr. Correr.
Entendo Mariana... Mas quem é você?
Você (?!)


- Quando faz frio quero ser África,
quando pra fazer não há nada
quero ser uma ilusão.
Tento ser tanta coisa por eles... Eles.
Mas e depois o que farão?
Seria melhor sumir, deixando tudo pra trás
sem dar importância a ninguém mais.
Podendo correr de cachecol no Pantanal
com ela e fazer sexo O...
Bem, você sabe afinal.
Quando chove quero ser a escuridão


Mariana por vezes é Maria,
por vezes é Ana.
Mas afinal, quem é você Mariana?
Com a Família não dá mais,
com os amigos também não, não há....
A quem recorrer? Correr. Correr.
Entendo Mariana... Mas quem é você?
Você (?!)


Na verdade Mariana quer ser João.






Imagem: Mulher com duas caras.
Criação: Marc Chagall.

Pes(soa)s...




Instante a sonhar (Em uma madrugada)



Por vezes conhecemos pessoas
em forma de sonhos, essas as boas,
mas que não permanecem muito tempo Aqui.


Aparecem em pequenos momentos,
esses seres, seres efêmeros
que parecem fazer parte de meu destino.


Penso então sobre isto, vivo isto
e tantas, várias outras coisas
que dão maior vontade de viver.


E estamos a sonhar.
Em um belo instante a sonhar.
Sonhando com Você, com o Hoje.


E através de incertezas pode-se então ver
o sentimento humano não perecer,
porque eu sei, os sonhos sempre nos renovarão.


E quem vive está a sonhar,
o que não é mau, é apenas buscar
por vezes o melhor ou uma estrela qualquer.



Penso então sobre isto, vivo isto
e tantas, várias outras coisas
que dão maior vontade de Ser.


E estamos a sonhar.
Em um belo instante a sonhar.
Sonhando com Você, com o Hoje.


E estamos a sonhar.
Em um belo instante a sonhar.
Sonhando com Você, com o Hoje.


Você é um sonho... Estou a sonhar.


E estamos a sonhar.
Em um belo instante a sonhar.
Sonhando com Você, com o Hoje.


Você é um sonho... Estou a sonhar.


Eu estou a sonhar...







Imagem: O sonhador.
Criação: Giorgio Casarin.

(A)mar...





Amar



Sentando eu ainda tento entender
como meu amor,
esse meu louco sentimento,
possa fazer-me sentir
tanta satisfação, mas também tanta dor.
Por quê?

Fico a olhar as paredes brancas,
a escutar essa melodia triste,
tentando seu rosto ver,
ou quem sabe sua voz escutar.
Não consigo entender.

E tudo foi tão bom,
para mim ainda é bom.
Você não sai de minha mente, de meu coração.
Minhas lágrimas eu não consigo cessar,
eu não sei se vou suportar, conseguir...
Não sei... Deixar de te amar.




O verdadeiro amor não é pra sempre?
Os momentos com você
da memória não vou conseguir tirar,
apesar de me fazerem lembrar
que aconteceram e não vão retornar.


Ainda quero tentar.
Não sei por que, não sei explicar.
Queria poder morrer,
tenho tanto medo de me congelar.
Eu tenho tanto medo, tanto medo.


Minhas lágrimas vão secar,
mas meus desejos não.
E meu amor,
bem, esse pela eternidade ficará.






Imagem:
Criação: Marc Chagall.

Cortinas...




Pequenas coisas



Às vezes eu me encontro sentado e lembrando
da maneira como nos conhecemos.
Quando nos vimos pela primeira vez foi esquisito
você normal, eu com aquele sentimento de defesa intrínseco,
mas que logo amenizou
quando para caminhar e conversar convidou-me. O vento soprou.
(As cortinas balançam)
Pensei: “Ele merece atenção”. Dei atenção.
Não sei. Não imaginei que fosse em minha vida uma grande sensação.


Quando aos seus amigos apresentou-me
até engraçado foi, fui até caricaturado.
Era você, eles, eu
relacionando-se bem, mas que por vezes
esse seu jeito grosso, esse seu jeito torto, irritava-me.
Era tudo maravilhoso, quase não acreditava,
e como não poderia fugir à regra
tudo que é bom um dia acaba.
(As cortinas ainda balançam)
Sinceridade pra você faltou. Pra mim moderação.


Lembranças, lembranças...
De quando estávamos juntos
mesmo estando “distante”, mas estava em mim.
Lembranças, lembranças...
De tantos pensamentos mudos
que nem ao menos cogitou que eu pudesse ter.
(Como seria bom se parassem)


E todas as pequenas coisas que fizemos
como os carinhos que por vezes eram recíprocos,
as brigas e discussões, sérias, bobas
os meus e os seus péssimos equívocos,
todas essas pequenas coisas não perder-se-ão;
algumas magoam-me ainda, dói ter certa sensação.
Mas vai passar... Liberte-me.
Isto é o fim?
(Parecem ter tanta vida ao balançar)


Deitado agora e vendo as nuvens lá fora
recordo do que sentia quando tinha que ir embora,
que não entendia “como podia estar assim”
um completo bobo, louco, feliz. Enfim:
acreditava que era o meu amor.
Sei que meu foi apenas por um tempo
ainda era de outro, pensava em outro
(É. Pensa.)
e isso doeu muito, dói ter certa sensação.
Podemos ser amigos então?
(Não sei o que fazer com essas cortinas)


Lembranças, lembranças...
De quando estávamos juntos
mesmo estando “perto”, não estava em mim.
Lembranças, lembranças...
De tantos pensamentos mudos
que nem ao menos cogitou que eu pudesse ter.
(Como seria bom se parassem)


E todas as pequenas coisas que fizemos
como os carinhos que por vezes eram recíprocos,
as brigas e discussões, sérias, bobas
os meus e os seus péssimos equívocos,
todas essas pequenas coisas não perder-se-ão;
algumas magoam-me ainda, dói ter certa sensação.
Mas vai passar... Liberte-me.
Isto é o fim?
(Parecem ter tanta vida ao balançar)






Imagem:
Criação: Marc Chagall.

Sei...



Longe


Quando estou longe de você
estou longe de mim,
falta algo importante
pareço estar em uma solidão sem fim.
De repente dois mundos estão a colidir:
minha vontade de ter a ti
- agora, pra sempre -,
minha compreensão de te esperar
- nesse período em que está ausente –.


Por que me sinto assim?
(Triste, infeliz.)


Feliz estou com seu ser,
mesmo que seja em pensamento,
tempo de sofrimento
pra mim, pra você.
A distância impede de me tocar,
impede-me de amar.
Impede-me, impede-me, mata-me...


Por que me sinto assim?
(Tenho medo de te perder. Tanto medo de te perder.)


Quando estou longe de você
por vezes não sei o que sou,
por vezes encontro-me perdido
em meu caminho preferido,
mas cadê você, cadê uma das minhas razões de viver?
As pessoas caminham ao meu lado sem perceber
o quanto consigo fingir que tudo está bem,
que por mais inteiro que pareço ser
falta metade do meu mundo sem ti.
Meu cabelo não é o mesmo,
meus olhos não são os mesmos,
minha boca não é a mesma,
meus cortes não são os mesmos...
Saudade de você, meu incrível ser.


Por que me sinto assim?
(Poético louco.)


Sei...
Nada é pra sempre...
Pessimismo meu, drama meu.
Mas se fosse, escolheria o pra sempre com você.
Só com você.
Sei...
Temos que escolhas fazer.
E a minha você sabe,
sabe que meu amor é seu.


Longe? Por quê?
Tenho tanto pra te dar,
como meus versos nesse amanhecer
em que escrevo com tanta esperança
de logo voltar a viver.
Viver realmente...
Está sempre em minha mente,
aonde quer que você vá.


Por que me sinto assim?
(Longe... Perto... Em ti... Em mim.)






Imagem:
Criação: Marc Chagall.

Sim? Não?



Não sei?


Que vontade de te beijar,
que desejo de te tocar,
que vazio grande há em meu peito,
que pensamentos confusos estão a habitar
eu. Você?
Isso tem que acabar.
Isso tem que acabar.
Isso tem que acabar?
O quê?


E se você me beijasse agora,
se você me tocasse como antes,
se preenchesse esse vazio provocado,
- Por quem? Por quê? -
se esses pensamentos morressem
em mim. Em você?
Eu não sei o que fazer.
Eu não sei o que fazer.
Eu não sei o que fazer?
O quê?


Afinal, o que se tem?
Tantas perguntas, tantas dúvidas há.
Há? Diga-me você, porque eu pouco sei,
pouco sei do que escrevo, mas queria saber,
saber das certezas, alguma há de ter.
Não é? Não é?


Às vezes penso saber tudo,
e não querer ver, compreender.
Será?
Será que falta o que, pra ter esse vazio?
- Retorno outra vez –
Pareço sempre retornar
precisando de você.
O que é o precisar?
É estar? É ter? É amar?
Acho que amar... Como amo você, como amo você...
Como... Como?


Creio precisar de alguém,
preciso conversar.
Quero viver e amar.
Querer? Não sei.





Imagem:
Criação: Marc Chagall.

sábado, 11 de julho de 2009

Aconteceu...



Saudade (dias sem você)



Sento em minha cama e sonho.
Sonho que você irá chegar.
Pareço então, agora (talvez), um completo tolo,
mas um tolo que sabe amar
você com todos os seus defeitos... Você só pra mim,
que está fazendo tanta falta... Faltando minha metade.
Quero apenas estar com você, enfim,
nunca duvide quando digo que amo, isso é verdade.


E isso é tão real,
Como o quanto eu sinto em te amar.
E é tão bom... Não quero isso cessar:
Amor-torto, amor-raiva, amor-louco...
E isso é tão real,
Como o quanto eu sinto em te amar.
Esse nobre sentimento que me habita não é pouco... Não é pouco.



Queria o carinho da sua mão quente,
de leve sobre todo o meu corpo
de leve fazendo meus sentidos viver
não importando os obstáculos que virão pela frente,
importa o que sinto em meu íntimo cada vez mais crescer,
como meu pensar em ti a cada amanhecer
em que sou um ser muito feliz
com ânimo para mais um dia suportar,
esperando que os versos que fiz
sejam como a imensidão é para o mar.


E isso é tão real,
Como o quanto eu sinto em te amar.
E é tão bom... Não quero isso cessar:
Amor-torto, amor-raiva, amor-louco...
E isso é tão real,
Como o quanto eu sinto em te amar.
Esse nobre sentimento que me habita não é pouco... Não é pouco.



Posso estar sendo o mais bobo dos bobos
que por um dia sequer que de você fica distante
faz parecer o fim do mundo,
mas um bobo (não esqueça) que é só seu... Seu eterno amante.
Fico assim... Sentimento profundo.



E isso é tão real,
Como o quanto eu sinto em te amar.
E é tão bom... Não quero isso cessar:
Amor-torto, amor-raiva, amor-louco...
E isso é tão real,
Como o quanto eu sinto em te amar.
Esse nobre sentimento que me habita não é pouco... Não é pouco.







Imagem:
Criação: Marc Chagall.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

tIc... tAc... TiC... tAc...



1 minuto




Pelo tempo não há o que não passará, não há!
Por mais que se tente, provavelmente não escapará,
mas mesmo assim são tantos os desejos e vontades
que criam um mundo de várias realidades que parece sem fim.

As pessoas envelhecem e não querem aceitar.
Os jovens querem mais e mais experimentar, abusando
e morrendo muitas vezes sem ar.
São tantos os produtos, os recursos...
Um dia tudo acabará? Quando?
Só falta um minuto, só falta um minuto.

Parece tudo tão banal, embora haja tantos preconceitos.
Realmente banal: pessoas morrem na nossa frente
e não se tem nenhuma reação parcial. Humanos desatentos?
Não. Voltados para seu umbigo, sem compaixão.
Um dia tudo acabará? O que existe realmente?
Só falta um minuto, só falta um minuto.

Está tudo tão rápido, está tudo a mudar.
O conhecimento de hoje é descartado amanhã
como a atenção que já vem sendo
mesmo importante para a humanidade, para o seu bem-estar,
mas que pouco existe ou talvez não exista mais.
Um dia tudo acabará? Você está vendo?
Só falta um minuto, só falta um minuto.




Emoções, sensações, quando não mal interpretadas estão distantes,
em raros instantes que é difícil perceber.
O sentir e o gozar ainda corromper-se-ão
tornando-se mais um escarro bestial
como o amor que além disto está efêmero e objetal.
Um dia tudo acabará? Há alguma reflexão?
Só falta um minuto, só falta um minuto.

Apesar de não passar a tentativa é válida
como mostrar a membros desta população tão amarga
matéria, banalização, velocidade, emoção
que estão em mim, em você (isso é humano!)
e um dia sentido encontrarão.
Um dia tudo acabará? Serei um insano?
Só falta um minuto, só falta um minuto.

As aparências enganam.
Não falta mais!





Imagem:
O Soldado Bebe
Criação: Marc Chagall.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Pra vc V. (?!)




Ainda... Diferente



Tudo pode acontecer, seja você quem for.
Pode haver muita dor, mas também uma felicidade qualquer
que muitos anteriormente possuíam
e não aproveitaram e arrependidos estão.
Ainda... Diferente... São riscos que por viver se tem.

Respire como se fosse pela última vez e se tem a sensação
de que agora, talvez, respostas ter-se-ão
de tudo que possa imaginar, e finalmente, então
poderá saber o que é o Amar... Viver...
Ainda... Diferente... É uma escolha Par.

Sentado na esquina parado, ele disse:
“Às vezes penso que vim para amar e não ser amado”,
sem saber que “ela”é seu quarto e Amor pode ser tudo...
Algo que nos deixa duros, por sua ausência.
Algo que nos deixa bobos, por tanto querer.
Algo que nos deixa vivos, pelo simples fato de buscar e ter.

Aproveite as chances, não deixe escapar por suas pequenas mãos.
Sem correr, sem correr, sem temer... Encontrar-te-ão.
Encontrei... Sem querer... Mas que agora quero tanto.

E agora é persistir; pegar tudo e fazer funcionar.
“Não tenha medo de sentir, de você”, disse ele
pensando ainda estar lá... Já está em mim, em mim tênue
Sem saber (não sei) o porquê.
Docemente cresce e se espalha. Creio em você.
Entender... Entender... Alguém?




Teimoso, querendo fazer com que sinta o que ainda não sentiu.
Ainda... Diferente... Vou fazer sentir. Quem sabe fiz.
Sentir... Sentir... Sentir... Feliz?

Teimoso, querendo fazer com que sinta o que ainda não sentiu.
Ainda... Diferente... Vou fazer sentir. Quem sabe fiz.
Sentir... Sentir... Sentir... Feliz?

Sentado na esquina parado, ele disse:
“Às vezes penso que vim para amar e não ser amado”,
sem saber que “ela”é seu quarto e Amor pode ser tudo...
Algo que nos deixa duros, por sua ausência.
Algo que nos deixa bobos, por tanto querer.
Algo que nos deixa vivos, pelo simples fato de buscar e ter.

Aproveite as chances, não deixe escapar por suas pequenas mãos.
Sem correr, sem correr, sem temer... Encontrar-te-ão.
Encontrei... Sem querer... Mas que agora quero tanto.
Ainda... Diferente... Dessa vez pode ser diferente.
Diferente. Diferente. Diferente. Rente. Em mim.






Imagem:
Criação: Mar Chagall.

O último...





Mais uma vez




... E nos momentos de prazer
éramos um só:
eu todo pra você, você pra mim.
Enquanto nos outros, os poucos que havia
é como se nada, nada existisse.
Mas as coisas, depois de um tempo,
não continuaram assim.
E quem chorou, quem sofreu
foi alguém que queria apenas o seu amor.
E quem tentou resistir, aceitar
foi alguém que desejava um pouco de atenção.
E então, um perfurante “Não”
que irrompeu pelos meus sentidos...
“Você não é um velho, é tão jovem,
outro seus sentimentos encontrarão.”
Mas mesmo assim, não consigo muito entender
como acabar com tudo que se sente,
como acabar com tudo que se acredita?
“Vamos tentar só mais uma vez,
eu ainda amo você.”
Ás vezes penso: eu te amei? Você me amou?
Desesperado, caído no chão daquele quarto
em que fomos tão felizes (eu fui) fiquei
querendo você, querendo você, querendo prazer.
Talvez esse foi o erro: apenas prazer.
Mas de quem é a culpa
disso e dessa realidade confusa?
Não sei. Cansei.
Por quê? Por que tinha que ser dessa forma?
Um romance de tanta intensidade,
mas que acabou, acabou.
E quem perdeu, quem mais uma vez morreu
fui eu. Eu.







Imagem:
Amantes ao luar
Criação: Marc Chagall

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Nós?




A Dança

No início, as coisas eram boas.
No primeiro encontro transamos,
você com suas mãos excitando-me
e dizendo que eu era o seu grande amor.
Tirou por completo meu pudor.
Por várias vezes, tantas vezes, ferindo-me,
enquanto perto dançávamos
a única música que nos fazia estar juntos... Horas tolas.

Mas depois do êxtase, do ápice da música
estava eu jogado na cama
sentindo-me imundo, estúpido,
porque mesmo sofrendo conseguia amar.
Você nem ao menos tinha vontade de me beijar
antes de sair pela porta para o seu mundo,
atrás de pessoas para mais uma aventura insana
enquanto ficaria com essa vida lúdica.

Por que você tinha que aparecer?
Ainda estava vivo sem você.
Depois... Depois... Enlouquecer.

Resolvi ficar longe.
Para o ex-namorado voltar.
Mas as coisas eram diferentes,
sobre os lençóis o movimento não era o mesmo,
o instrumento dele era tão pequeno,
as sensações dentro de mim pouco quentes
em que mal podia realmente dançar.
Não havia ligação. Não havia a nossa ponte.

Então corri atrás.
Deixei o orgulho de lado,
implorei pra você novamente me amar
mesmo que com você eu padecia,
mas sem você o pior um momento viria
Meu desejo era de com você casar
mesmo que sofresse e também fosse amado.
De você não desistiria jamais.



Por que você tinha que aparecer?
Ainda tinha amigos sem você.
Depois... Depois... Esquecer.

Bela foi a união.
Vermelho e negro
como o meu coração.
Paixão e rancor intensamente
que habitavam meu corpo e minha mente
despertando em mim tanta emoção.
Mas também fazendo nascer um medo
que era pior que a da primeira penetração.

O nosso casamento de sangue não deu certo.
Quem sangrou fui eu
e você apenas olhou.
Você a excitação. Eu a dor.
E o que eu pensava ser amor
era vício que me afundou
em um terrível, maldito breu,
fazendo um desejo de morte ficar de mim muito perto.

Por que você tinha que aparecer?
Ainda tinha sonhos sem você.
Depois... Depois... Perder.

Então o previsto aconteceu.
Destino? Fatalidade? Não sei.
Sei apenas que prazer maior sentiu
minha alma ao fatiar seu corpo,
deixando-me um pouco tonto,
lembrando tudo o que você mentiu.
E eu um desejo novo criei
em que o dançar sobre seu sangue permaneceu.

Por que você tinha que aparecer?
Ainda havia humanidade sem você.
Depois... Depois... Prazer.







Imagem:
Endless Love
Criação: Alfred Gockel

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Desenvolvimento...



Verdade I ("Vida!")



Nascemos cobertos de sangue
sem saber para onde ir,
pais atenciosos, carinhosos, utilizamos
até a hora em que decidimos cair(de cabeça)
em decisões imaturas, mas que são nossas
atitudes "seguras", são nossas
confusões necessárias, são todas nossas "mother"!
Bela foi a infância, tudo era puro
como segurar a mão de meu vizinho,
6 anos de doçura, sem maldade, com sonhos a realizar
em que hoje nem quero estar perto,
afinal, de traficante e estuprador o mundo está cheio.
6 anos, tão feliz. Quem iria imaginar?

Vivemos cobertos de sangue
de falsas verdades jogadas em nossas caras,
em que como adolescentes acatamos com agrado.
Pra que "pensar" e fazer o contrário?
- Mother, estou linda!(sapatos e maquiagem)
- Father, um conversível não seria mal!(fútil e idiota)
Compramos coisas que não vamos usar,
compramos livros que não vamos ler,
fazemos coisas que não nos agradam;
“existimos" ou somos "fabricados"?
(É correto generalizar?)
Festas, drogas, sexo...
Tudo é real, além de muito bom,
como nossos estudos promovidos
pela racionalidade animal;
a humana está decaindo
como a tradição e o valor cultural.
Cadê as manifestações juvenis?
Cadê a crise de geração?
Adolescentes que aceitam tudo,
um tiro no escuro, o que se tornarão?
- Mother, a passagem do ônibus está mais cara.
Dinheiro a esbanjar.
Como conseguem suportar? Estão cegos?
- Mother, quero aquele lindo colar...

Por que não aproveitar que são 18 horas,
parar de pensar no piercing do umbigo,
sua bunda grande, seu seios pequenos,
seu mísero pênis, que está sem atuar a muito tempo,
para pensar em um bem comum a todos?
Não seja egoísta!
Não vivemos sozinhos,
e o saco de atitudes inconseqüentes
está quase explodindo... EXPLODINDO.



Adultos frustrados... (verdade?)
Adultos frustrados... (futuro?)
Adultos frustrados... (nossa realidade?)
Você entende o que quero dizer?

Aquecimento pelo globo azul,
chuva ácida na pele cinzenta,
doenças e pragas a estudar...
É tão lindo!
Favelas? Política corrupta?
(Melhor não relatar agora, podem escutar.)
Vivemos em um grande circo de idiotas,
faturando ignorância e muita dor...
É tão lindo!
- Vocês não são únicos! Sintam-se bem!
O FUTURO... O FUTURO É PROMISSOR.
- Mother, quebrei a unha, fui despedida...
Quero voltar pra casa, estou na rua desesperada.
E tudo, TUDO está tão "bem”.

Encontramo-nos em tamanha desgraça.
(Pessimismo? Realismo?
Opte pelo que desejar.)
Alguém quer gritar? Alguém pode gritar?
- Querida, quer alguns dólares
comprar seu namorado e ser feliz?
CUIDADO!
A entrada para o inferno
está cheia de boas intenções.
... Morremos cobertos de sangue. (abrem-se os portões)

(- Fila indiana por favor.
O enxofre é restaurador.)

Now! Now! Now! (to be killed!)
Now! Now! Now! (life is...)
Now! Now! Now! (to be killed!)







Imagem:
Nascimento de um novo homem
Criação: Salvador Dalí

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

p.r.e.c.o.n.c.e.i.t.o.



Diferente devorar





Mistérios trazem tristezas
e a vida tem planos.
Está frio; todos olham,
(parem de olhar!)
então me movo, tento esconder.
Gostaria que tudo fosse mais justo,
mas acabaram de ir
e mais ferozes vão retornar.

Sentimos medo,
(parem de olhar!)
além de desprezo e sofrimento.
Não somos poucos.
Tornei-me o que não posso ver.
Estaríamos errados? Estaríamos loucos?

Observam-nos com nojo.



(Seus castelos de cartas caem, mas a ignorância insiste em ficar, para rir da diferença. Ela tem medo, como vários humanos que estão pendendo de suas gravatas, de seus calçados caros e inevitavelmente irão cair. Seria melhor morrer esquartejado!)





Imagem:
Discriminação e drogas
Técnica: Óleo sobre tela
Criação: Antonio Juvenil

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Esquecer?



Erros (vermelhas, azuis!)



Vemos o mundo girando
e nada, nada podemos fazer.
(eu! Você!)
Gritamos o máximo que podemos,
é difícil, é necessário
e cometemos os mesmos erros outra vez.
Temos motivos, não temos escolhas
o mesmo erro vamos cometer.
(Vou cometer! De novo! De novo!
Perdão, meus sombrios reis.)

Abrimos a porta, queremos sair
tudo ainda gira
(as vermelhas, as azuis)
e as estrelas estão caindo
sutilmente sobre nossas cabeças
(há dor, mas estamos juntos).
Mais uma vez erramos
(eu! Você!)
e agora estão comentando, eu sei
e não há mais vermelhas...
(por quê?)
e não há mais azuis...
(há tanto a usar.)
Eu mais uma vez errei.




As pessoas falam o que querem,
mas ninguém percebe o quanto gosta de sofrer
ninguém... Está tudo bem.
(eu! Você!)
Até o fim dos tempos iremos perecer
e nos sentiremos satisfeitos,
como amantes que não pensam
que de volta à Rua dos Tormentos
querem apenas mais um beijo.
E é tão bom! Nós podemos.

Tentamos esquecer o que fazemos
querendo sempre ser perdoados
(somos todos assim),
pois aos poucos a humanidade,
sente aflição ao que é real,
que somos um pouco de desprezo e solidão
(eu! Você!)
decidindo, muitas vezes, nossas feridas mostrar
rasgando a pele docemente.
- Você não me ignorará!
(É o que desejamos intensamente.)


... Criança, me leve,
eu quero esquecer...
Eu quero esquecer?






Imagem:
O menino mau
Criação: Eric Fischl

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Divagação???




Made China!(Poor USA)





Não há quem não tenha.
Devemos encarar a vida como deve ser,
olhando as estrelas embaixo de uma árvore
com a pessoa que mais amamos,
aproveitando os dias,
aproveitando as noites,
pois, querida, tudo um dia acabará.
Então virão as lamentações:
não se aproveitou o bastante,
ficamos apenas no mundo do dinheiro e da televisão,
além dos rótulos vagabundos
que custavam alguns dólares
e a sua ridícula satisfação.
- Tolinha, foi fabricada na China;
mão-de-obra barata,
mas um dia dominarão. Pobre Japão.

Ria e mate o quanto puder,
basta ser político de país tropical
para você fazer o que quiser.
Não precisa nem ser muito esperto,
basta ter um discurso franzino
e um terno qualquer.
Só não pode esquecer dos miseráveis,
eles merecem alguns trocados.
Afinal, serão os futuros subordinados.

Quer um exemplo? Exemplo Brasil.
Quinhentos e tantos anos de muita merda,
mas com orgulho da nação gentil.
Ouviram, ouviram do Ipiranga
o grito de um cara que não sabia o que fazer,
e fez muito. Aplaudam! Aplaudam!
Sem generalizar, é claro. Há salvação.
Emergente sim. Subdesenvolvido não. (podem escutar)

Se não tem uma Barbie
trate de adquirir, as coisas ficam caras
e ela é tão útil, meu bem.
Não tem ainda uma Ferrari?
Meu caro, economize
aos 60 comprará...
Não ela, mas um belo fusca.
Será necessário, ele poderá voar.

Poeminhas lindos, o que querem expressar?
Às vezes a melhor saída é arriscar
jogando tudo de uma vez no papel.
Santa evolução ou besteira de mais um Pedro.
Ele fez. Podemos tentar?

E a China... A China dominará.
Goodbye América!
Well... Well...
Fire mean! That's right!



Imagem:
Mulher sentada
Criação: Ismael Nery

domingo, 19 de outubro de 2008

Instigante...



Apologia!(Desejos)




Às vezes queremos sumir,
morrer, mas falta coragem
viver, mas falta emoção
acabar com a falsidade, essa abstração
que impede a realidade de se mostrar,
em cada um, sendo o que é.
Você faz o que quer?

Vamos tomar, vamos usar
pensando estar sufocados,
mas não passa de um pequeno medo.
Vamos experimentar?
Falaremos com Deus onisciente
e ele dirá o que há de errado,
acabando com o maldito sofrimento
e juntando-se a nós para relaxar.
Ele prefere sentado no patamar.
Vamos lá! Vamos lá!

De repente estamos diante de luzes.
E nos sentimos bem, nos sentimos mal,
querendo mostrar para este louco mundo
quem realmente queremos ser.
De repente começamos a acreditar
que com nossos sonhos
tudo pode mudar.
Agora observam nossas vidas,
permanecemos em um lindo palco,
com fantasias de carnaval.

Veias a pulsar. Veias sentimos pulsar.
É maravilhosa a sensação.
Por que não participar?
- Larousse! Chegou o Natal.



Imagem:
The Magic Flute
Criação: Marc Chagall

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

!



Para o fim (Inevitável!)





Tudo acontece pelos outros
por nós idiotas também.
Destruímos o que podemos,
e o que não podemos
novos experimentos tentam fazer.

Sapiens! Ignorante Sapiens!
O futuro querido está aí.
Iremos todos cair. Cair...

Diga adeus! (enquanto ainda pode)
Diga adeus! (azar e sorte)
Diga adeus! (coração a sangrar)
Diga adeus! (viva de verdade)
Diga adeus! (para os fracassos que são os anais)
Diga adeus! (a tola política retornará)
Diga adeus! (irei ao funeral)
Diga adeus! (Cristo! Será uma medida irracional?)
(Mais uma...)

Fico a pensar: sobre a desgraça entender.
Fico a pensar: há tanto a impedir.
Fico a escutar: o caos da multidão promissor.
Apenas diga olá!
Ou lute. Irá adiantar?

Diga adeus! (tantos irão morrer)
Diga adeus! (alguém viverá por você?)
Diga adeus! (não há lugar para correr)
Diga adeus! (nossos sonhos jamais persistirão)
Diga adeus! (será tudo ilusão?)
Será? Apenas diga olá!

Esse é um futuro presente.
Resta beber e aceitar;
foram tantos os violinos a chorar.
Sueda agid! Ainda têm coragem de negar.
(tudo é besteira. É tudo falsidade.)
Ir pra cama com sua mãe, transar e gozar.
(Ah! Ah! Ah!)
- (Autoridades) Que tal (senador) agora chupar?

Sapiens. Homo sapiens sapiens....
Adeus! Nunca mais.




Imagem:
The Promenade
Criação: Marc Chagall